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Tolerância Zero faz 1.048 operações em um ano e reduz ilícitos em presídios

Tolerância Zero faz 1.048 operações em presídios de MT, apreende celulares, drogas e drones, e reduz ilícitos em 85% das unidades em um ano de atuação.

 Foto: Sejus-MT - Ações miram facções e reforçam segurança penitenciária

Tolerância Zero faz 1.048 operações em um ano e reduz ilícitos em presídios

O programa Tolerância Zero, criado pelo Governo de Mato Grosso para enfrentar a atuação de facções criminosas dentro das unidades prisionais, completou um ano com a realização de 1.048 operações no Sistema Penitenciário estadual. As ações tiveram como foco a remoção de materiais ilícitos utilizados para alimentar o crime organizado a partir de dentro das cadeias, em especial aparelhos celulares.

Entre novembro do ano passado e dezembro deste ano, foram apreendidos 3.747 celulares e 1.457 chips de telefonia, retirados de celas e áreas internas das 41 unidades prisionais do Estado. Também foram recolhidos 7.259 porções de drogas, 1.579 carregadores, 59 drones e 526 armas artesanais, o que, segundo a gestão, contribuiu para reduzir a capacidade de comunicação dos detentos com o exterior e para impactar diretamente a estrutura das organizações criminosas.

Penitenciária Central do Estado (PCE) concentrou 196 das operações, por ser a maior unidade prisional de Mato Grosso e abrigar presos de alta periculosidade. O secretário de Justiça, Vitor Hugo Bruzulato, afirma que o enfrentamento às facções passa pela reestruturação da política penitenciária, com reforço da disciplina interna, ajustes de procedimentos operacionais e atuação contínua da Polícia Penal para retirada de ilícitos e fortalecimento da sensação de segurança da população.

Um dos pontos de atenção do programa é o combate ao uso de drones para lançar celulares e drogas dentro dos presídios. Em pouco mais de um ano, 59 aparelhos foram apreendidos, com destaque para a Penitenciária de Rondonópolis, onde a vigilância foi reforçada e resultou na captura de 45 drones somente em 2025, evitando que o material chegasse aos detentos.

Levantamento da Secretaria de Estado de Justiça (Sejus) mostra ainda que cerca de 85% das unidades prisionais passaram os últimos seis meses sem registrar apreensões de materiais ilícitos, sobretudo celulares, ou tiveram apenas um flagrante no período. Em 18 unidades, não houve qualquer registro de ilícito. Entre elas estão os Centros de Detenção Provisória de Peixoto de Azevedo e Lucas do Rio Verde, as unidades femininas de Nortelândia, Colíder, Arenápolis e Cáceres, e cadeias masculinas de Araputanga, Chapada dos Guimarães, São Félix do Araguaia, Mirassol d’Oeste, Nobres, Porto Alegre do Norte e a Colônia Penal Agrícola das Palmeiras.

Para o governo, os números demonstram que o Tolerância Zero se consolidou como ferramenta estratégica para reduzir índices criminais, fortalecer o Sistema Penitenciário e limitar a atuação de facções a partir de dentro das unidades, com perspectiva de continuidade e aperfeiçoamento das operações ao longo dos próximos anos.

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